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sábado, 31 de outubro de 2009

Comunicar com espiritos


Comunicar com espiritos



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Ola! Preciso muito da vossa ajuda...muito mesmo.



O meu avô era uma pessoa especial, tinha um dom k até ha bem pouco tempo nao sabia o que lhe chamar, agora sei que era médium e que como ele existem varias pessoas pelo mundo.Nao dá para falar aqui de toda a historia, mas ele ajudava pessoas. Vou tentar ser breve. Algo entrava nele e atraves dele curava as pessoas. Adoeceu gravemente esteve quase a morrer até descobrir que tinha de seguir essa missao.Se nao o fizesse o corpo entorpecia-se todo, como se tivesse uma trombose, enchia-se de pequenas feridas...A vida dele nao foi facil porque as pessoas nao entendem isto. Ele tinha um comercio aberto que acabou por falir porque as pessoas iam ate la à procura de ajuda e ele nao lhes diria que não. Quem nao acredita nestas coisas simplesmente afasta-se e apelida as pessoas. A minha mae nao me queria contar o que se passava para nao ter medo do meu avô,mas fui crescendo e apercebendo-me da situaçao. Hoje tenho 23 anos e o meu heroi morreu faz 2 anos dia 21. Foi o dia mais dificil da minha vida porque tinhamos uma ligaçao unica. Sou a mais velha dos netos, sempre fui a menina dele... A morte provocou-me muita revolta, simplesmente nao entendia como alguem que fez tanto bem teve de agonizar tres meses numa cama.



A minha familia materna talvez por estarmos junto dele, todos presenciamos alguma coisa. Nao sei se teremos aptidao para este sexto sentido ou nao... Acontece que na minha casa, onde vivo com os meus pais e avós paternos tem acontecido fenomenos estranhos, manifestaçoes. A primeira vez que dei conta tinha 14 anos mas foram-se sentido cada vez mais, e hoje sao bastante intensos. Ouve-se nitidamente cozinhar, se for à cozinha está tudo quieto, abre portas, senta-se no sofa, sinto junto de mim a presença, bate em coisas...Falei com a minha mae e ao que parece somos as unicas que damos por isso, o meu pai nada vê, e os meus avos nao acreditam nisto. O espirito em questao é o da minha bisavó, porque a minha mae ja a viu duas vezes, mas ela desaparece de seguida. A mim começou a mostrar-se uma vez, mas como nunca tinha visto nada e nao estava à espera corri o mais que pude, logo de seguida senti que nao o devia ter feito. Ela morreu tres meses antes de eu nascer, nao a conheci. Mas fui falar com o meu pai e sei que era ela porque descrevi-lhe o que ela estava a usar e era a bata que ela usava. Sei que ela nao está bem e quero ajudá-la a minha questao é como?



Devido a esta situaçao da minha bisavo tenho feito varias pesquisas na net e entendi o que se passou, o que foi a vida do meu avô. A revolta passou, entendi melhor o porque de as coisas acontecerem assim. Vou comprar os livros recomendados e ler. Mas agr por favor respondam-me a estas questoes:



-Devo chamá-la e esperar que ela se volte a mostrar e fale comigo? Ou será melhor procurar um centro espirita?



-Alguem me sugere um centro espirita em lisboa de confiança, como nao estou a par tenho receio de encontrar charlataes



-Alguem me sabe dizer o porque de um bébé chorar dentro da barriga da mãe? O que quer isto dizer?(Nao desenvolvi este tema- o post ja está muito grande e quero respeitar as regras do forum)



Muito Obrigada beijo a todos


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Re: Comunicar com espiritos

« Responder #1 em: 19 de Julho de 2008, 22:43 »



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Olá de novo!



A vida apresenta-nos contornos que escapam à nossa compreensão ainda muito limitada. Por vezes só passados muitos anos, ou no plano espiritual, é que conseguimos alcançar as razões do roteiro de vida. A Lei de Causa e Efeito (um dos princípios básicos do espiritismo) é transversal às inúmeras reencarnações que nos servem de escola. Mas sendo o seu avô um homem de bem, estará certamente num plano espiritual correspondente, provavelmente ajudando também na sua "caminhada". Cada um tem o seu percurso, a sua escalada, tente não se revoltar.



O que deve fazer pela sua bisavó é orar por ela, pedindo a Deus que a ilumine e enviando para ela bons sentimentos - ela irá sentir. Paralelamente deve ir a um Centro Espírita, ao atendimento em privado, para contar isso e pedir se podem auxiliar esta situação de modo à sua bisavó poder prosseguir o seu caminho.

Basta clicar aqui: http://adeportugal.org/mambo/index.php?option=content&task=view&id=377&Itemid=68



Quem sabe se isso não é também uma forma de te despertar para a espiritualidade?

Talvez se não existissem esses fenómenos, não estavas aqui agora nem tinhas pesquisado sobre o assunto.



Sobre o bebé chorar não sei responder só com esses dados.



Um abraço
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nene

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Re: Comunicar com espiritos

« Responder #2 em: 19 de Julho de 2008, 23:04 »



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Esclarecendo a situaçao do bebe chorar ainda na barriga da mae. Passou-se comigo. Eu chorei na barriga da minha mãe e é uma situaçao que me intriga. Uma prima da minha mae tambem chorou na barriga da mae e tem tido uma vida repleta de desgostos e sofrimento. É verdade que tambem nao fez as melhores escolhas, mas às vezes penso nisso. Acontece que nunca ouvi ninguem falar de tal e mesmo nas pesquisas que tenho feito na Internet ainda nao vi nada referente a isto, dai ter colocado a questao sobre o que poderá isto querer dizer.



Obrigado beijos


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Também não sei muito bem...

A única explicação que consigo vislumbrar é que se calhar tu não querias vir já reencarnar. Se calhar pressentias que não ias ter uma vida fácil.



Mas penso que não te deves prender muito a esse pensamento.


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Olá nene. Bem vinda a este fórum.

Essa questão do bébé chorar dentro da barriga da mãe também não lhe vou saber explicar. No entanto sei que talvez seja melhor não dar demasiado valor a esse pormenor. Como dissse o vasco, procure um centro espírita na sua área e comece a estudar o espiritismo começando pelos livros de Kardec. Paralelamente, vá frequentando este fórum e vai ver que pelo menos troca ideias e faz amizades (nem que sejam virtuais ).





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O prazer é a felicidade dos loucos. A felicidade é o prazer dos sábios.





nene

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Re: Comunicar com espiritos

« Responder #5 em: 19 de Julho de 2008, 23:21 »



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Nao é uma coisa em que pense diariamente mas ao falar nestes assuntos é algo que me lembro e do qual nunca ouvi outra pessoa falar e que deve ter algum significado. Mas nao me centro em tal, vivo a minha vida,o dia a dia. De qualquer forma o que terá de ser será.



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Diegas

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Re: Comunicar com espiritos

« Responder #6 em: 20 de Julho de 2008, 04:34 »



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Olá, Nene.



Pincei algumas frases.





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'...Algo entrava nele e atraves dele curava as pessoas...'



Em virtude de seu avô possuir mediunidade, certamente esse ‘algo que entrava nele’ só podemos entender como a presença de um desencarnado. Vide que há inúmeros tipos de mediunidade, e uma delas é a de incorporação. De todo modo, não é correto dizer que o espírito comunicante 'entra' no corpo do medium. Ocorre que um espírito se aproxima e utiliza-se das faculdades do medium para se expressar, posicionando-se ao lado.





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'...Adoeceu gravemente esteve quase a morrer até descobrir que tinha de seguir essa missao. Se nao o fizesse o corpo entorpecia-se todo, como se tivesse uma trombose, enchia-se de pequenas feridas...A vida dele nao foi facil porque as pessoas nao entendem isto. Ele tinha um comercio aberto que acabou por falir porque as pessoas iam ate la à procura de ajuda e ele nao lhes diria que não...'



O mais beneficiado no contato com o plano espiritual é sempre o medium, quando este se orienta pelas bases do Evangelho. Poucos são os mediuns em missão; a maioria cumprem uma espécie de obrigação, em virtude do acúmulo de dividas em vidas pretéritas.





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'...Quem nao acredita nestas coisas simplesmente afasta-se e apelida as pessoas...'



A ingratidão do ser humano é uma marca inconteste. Mas o medium inteligente, não apega a valores mundanos para ser reconhecido, segue adiante sem vacilos, apesar dos inúmeros percalços do caminho. A missão dos mediuns é muito difícil, em virtude de servir de instrumento na comunicação entre os dois mundos – o visivel e o invisivel. Tem de estar em constante vigilância mental e oração contra as investidas dos eternos insatisfeitos e saqueadores dos bens alheios, tanto dos vivos (encarnados) como dos mortos (desencarnados).





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'...A morte provocou-me muita revolta, simplesmente nao entendia como alguem que fez tanto bem teve de agonizar tres meses numa cama...'



Querida, voce ficaria revoltada ao soltar um pássaro que se encontrava preso numa gaiola ? O que representam esses três meses de sofrimento vivenciado pelo seu avô diante da própria eternidade de felicidade ? Esteja ciente de que ele encontra-se muito satisfeito por tudo que fez e tenha passado.





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'...O espirito em questao é o da minha bisavó, porque a minha mae ja a viu duas vezes, mas ela desaparece de seguida. A mim começou a mostrar-se uma vez, mas como nunca tinha visto nada e nao estava à espera corri o mais que pude, logo de seguida senti que nao o devia ter feito. Ela morreu tres meses antes de eu nascer, nao a conheci. Mas fui falar com o meu pai e sei que era ela porque descrevi-lhe o que ela estava a usar e era a bata que ela usava. Sei que ela nao está bem e quero ajudá-la a minha questao é como?...'



Voce correria se sua bisavó ainda estivesse ainda viva ? Primeiro: não tenha medo pois ela é um espírito familiar; segundo: tenha sempre em mente que os mortos fazem-nos menos mal dos que o vivos (quando eles se propõem a fazê-lo)







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-Devo chamá-la e esperar que ela se volte a mostrar e fale comigo? Ou será melhor procurar um centro espirita?



Pelo que entendi, a sua bisavó já se encontra no convívio cotidiano de voces. Inclusive notaram a presença dela. Então, evocá-la seria desnecessário, pois a mesma se faz presente no ambiente da residência. Falar com os amigos e parentes de forma respeitosa não faz mal a ninguém. Cuide para o móvel para contatá-la não seja por mera curiosidade, mas com intenção caridosa de ser util, dentro do preceito evangélico do ‘amar ao próximo como a si mesmo’.



- Quanto a procurar um centro espírita é sempre muito salutar, porque sempre aprendemos no estudo e prática da Doutrina Espírita.





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-Alguem me sabe dizer o porque de um bébé chorar dentro da barriga da mãe? O que quer isto dizer? (Nao desenvolvi este tema- o post ja está muito grande e quero respeitar as regras do forum)



Para mim soa novidade este assunto de choro na barriga da mãe. Piada seria se me informasse que uma mãe chorou na barriga do bebê...





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Re: Comunicar com espiritos

« Responder #7 em: 20 de Julho de 2008, 11:57 »



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Ola Diegas!



Agradeço as suas respostas, foste muito esclarecedor. Agora começo a entender as coisas de outra forma. Sou ainda uma leiga na materia, o pouco que sei foi de pequenas pesquisas na Internet (que nem sempre é viável) na procura de respostas. Este foi o primeiro passo, o despertar.





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Pelo que entendi, a sua bisavó já se encontra no convívio cotidiano de voces. Inclusive notaram a presença dela. Então, evocá-la seria desnecessário, pois a mesma se faz presente no ambiente da residência. Falar com os amigos e parentes de forma respeitosa não faz mal a ninguém. Cuide para o móvel para contatá-la não seja por mera curiosidade, mas com intenção caridosa de ser util, dentro do preceito evangélico do ‘amar ao próximo como a si mesmo’.





Sim,eu penso que ela leva a vida que levava antes de desencarnar. Nao tenho certeza se ela percebeu o que se passou ou se ha outro motivo para estar entre nós. O facto de se mostrar fez-me questionar se me iria dizer alguma coisa. Dai me arrepender da minha reacçao, porque se ela fosse viva realmente nao correria.Gostaria de ouvir o que ela me tem a dizer para perceber o que se passa, o porquê de ela estar ali, nao a titulo de curiosidade mas porque realmente quero que ela fique em paz o que sinto que agora nao acontece. A minha questao é se poderei tentar falar com ela como se falasse com alguem encarnado e tentar ajudá-la?



Abraços



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Re: Comunicar com espiritos

« Responder #8 em: 20 de Julho de 2008, 12:06 »



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Se ela voltar a aparecer podes falar com ela mentalmente (em pensamento), pode ser que ela tenha algo para te dizer, e aproveitas para também dizeres o que sentes.





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Diegas

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Re: Comunicar com espiritos

« Responder #9 em: 21 de Julho de 2008, 07:34 »



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Olá, Nene.





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Agradeço as suas respostas, foste muito esclarecedor. Agora começo a entender as coisas de outra forma. Sou ainda uma leiga na materia, o pouco que sei foi de pequenas pesquisas na Internet (que nem sempre é viável) na procura de respostas. Este foi o primeiro passo, o despertar.



Não tem de me agradecer. Estamos aprendendo juntos, somos todos aprendizes. Veja que interessante: há pessoas que estão no meio espírita há anos e que dariam muito por estar em seu lugar, gozando do privilégio de contatar os familiares desencarnados. Por isso, considere-se uma pessoa abençoada. Então não perca essa oportunidade e traga-nos a sua experiência para nosso conhecimento e aprendizado.





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Sim,eu penso que ela leva a vida que levava antes de desencarnar. Nao tenho certeza se ela percebeu o que se passou ou se ha outro motivo para estar entre nós. O facto de se mostrar fez-me questionar se me iria dizer alguma coisa. Dai me arrepender da minha reacçao, porque se ela fosse viva realmente nao correria.Gostaria de ouvir o que ela me tem a dizer para perceber o que se passa, o porquê de ela estar ali, nao a titulo de curiosidade mas porque realmente quero que ela fique em paz o que sinto que agora nao acontece.



Pode ser que a presença de sua bisavó tenha outro motivo que não seja o de de estar procurando uma orientação, um esclarecimento. Ela poderá encontrar-se na posição de colaboradora, de auxílio à família. Nem sempre os espíritos que 'perambulam' ao nosso redor necessitam de luz. Sem dúvida que é o mais comum, mas não serve de regra para aferição. E um modo de sabermos é por meio das intenções delas.





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A minha questao é se poderei tentar falar com ela como se falasse com alguem encarnado e tentar ajudá-la?



A aparição dela foi espontanea. Então, não vejo o porquê de forçar algum tipo de situação para um contato. Deixa acontecer naturalmente, se acaso ela lhe aparecer novamente procure conversar com ela mentalmente, de modo a saber o motivo de estar ali no ambiente doméstico. Não tenha pressa e nem se precipite, coloque o coração nas palavras.





Abç

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Ola! Preciso muito da vossa ajuda...muito mesmo.



O meu avô era uma pessoa especial, tinha um dom k até ha bem pouco tempo nao sabia o que lhe chamar, agora sei que era médium e que como ele existem varias pessoas pelo mundo.Nao dá para falar aqui de toda a historia, mas ele ajudava pessoas. Vou tentar ser breve. Algo entrava nele e atraves dele curava as pessoas. Adoeceu gravemente esteve quase a morrer até descobrir que tinha de seguir essa missao.Se nao o fizesse o corpo entorpecia-se todo, como se tivesse uma trombose, enchia-se de pequenas feridas...A vida dele nao foi facil porque as pessoas nao entendem isto. Ele tinha um comercio aberto que acabou por falir porque as pessoas iam ate la à procura de ajuda e ele nao lhes diria que não. Quem nao acredita nestas coisas simplesmente afasta-se e apelida as pessoas. A minha mae nao me queria contar o que se passava para nao ter medo do meu avô,mas fui crescendo e apercebendo-me da situaçao. Hoje tenho 23 anos e o meu heroi morreu faz 2 anos dia 21. Foi o dia mais dificil da minha vida porque tinhamos uma ligaçao unica. Sou a mais velha dos netos, sempre fui a menina dele... A morte provocou-me muita revolta, simplesmente nao entendia como alguem que fez tanto bem teve de agonizar tres meses numa cama.



A minha familia materna talvez por estarmos junto dele, todos presenciamos alguma coisa. Nao sei se teremos aptidao para este sexto sentido ou nao... Acontece que na minha casa, onde vivo com os meus pais e avós paternos tem acontecido fenomenos estranhos, manifestaçoes. A primeira vez que dei conta tinha 14 anos mas foram-se sentido cada vez mais, e hoje sao bastante intensos. Ouve-se nitidamente cozinhar, se for à cozinha está tudo quieto, abre portas, senta-se no sofa, sinto junto de mim a presença, bate em coisas...Falei com a minha mae e ao que parece somos as unicas que damos por isso, o meu pai nada vê, e os meus avos nao acreditam nisto. O espirito em questao é o da minha bisavó, porque a minha mae ja a viu duas vezes, mas ela desaparece de seguida. A mim começou a mostrar-se uma vez, mas como nunca tinha visto nada e nao estava à espera corri o mais que pude, logo de seguida senti que nao o devia ter feito. Ela morreu tres meses antes de eu nascer, nao a conheci. Mas fui falar com o meu pai e sei que era ela porque descrevi-lhe o que ela estava a usar e era a bata que ela usava. Sei que ela nao está bem e quero ajudá-la a minha questao é como?



Devido a esta situaçao da minha bisavo tenho feito varias pesquisas na net e entendi o que se passou, o que foi a vida do meu avô. A revolta passou, entendi melhor o porque de as coisas acontecerem assim. Vou comprar os livros recomendados e ler. Mas agr por favor respondam-me a estas questoes:



-Devo chamá-la e esperar que ela se volte a mostrar e fale comigo? Ou será melhor procurar um centro espirita?



-Alguem me sugere um centro espirita em lisboa de confiança, como nao estou a par tenho receio de encontrar charlataes



-Alguem me sabe dizer o porque de um bébé chorar dentro da barriga da mãe? O que quer isto dizer?(Nao desenvolvi este tema- o post ja está muito grande e quero respeitar as regras do forum)



Muito Obrigada beijo a todos

FALAR MAL DOS MORTOS












FALAR MAL DOS MORTOS.



Chilon (século VI a.C.), magistrado e filósofo espartano, um dos sete sábios da Grécia antiga, ensinava regras singelas de conduta que estariam presentes em qualquer manual de auto-ajuda, gênero literário que faz sucesso nestes dias de carências, dúvidas e temores.



Nas suas máximas, coletadas fragmentariamente em Vida de Ilustres Filósofos, de Diógenes Laércio (século III), recomenda Chilon:



 Controla a língua…



 Cultiva recato no casamento...



 Respeita os mais velhos…



 Vigia a si mesmo…



Como se vê, nada diferente do que conhecemos. Há um senso comum, conjugando a sabedoria dos séculos. Exprime-se em máximas que operariam radicais mudanças na sociedade humana, se colocadas em prática.



Uma máxima de Chilon, utilíssima, fundamental, é pouco observada. Costuma-se fazer exatamente o contrário.



Recomenda o filósofo:

Não fale mal dos mortos.



Inicialmente, até falamos bem.



Num velório, à falta de ter o que dizer aos familiares, promovemos o finado ao exprimir nossas condolências:



– Coitado! Tão bom… Morreu!



Em breve, no próprio ambiente em que é velado o defunto, mudamos a postura. Evocamos suas fragilidades, defeitos e episódios menos edificantes que lhe marcaram a existência.



Lamentável desrespeito diante do companheiro de pés juntos, vestindo o “pijama de madeira”. Geralmente, os Espíritos desencarnados permanecem ligados ao corpo durante o velório. Carecem de orações, não de críticas.



Em face da turvação mental em que se situam, assimilam as vibrações geradas por observações descaridosas dos presentes. Sentem-se perturbados e aflitos, sem perceber o que está acontecendo.



O “defunto”, não raro, reage à maledicência.

O maldizente poderá dar-se mal.



Ocorre principalmente quando o desavisado tece críticas contra alguém de parcas virtudes, que esticou as canelas há algum tempo. Adaptado à vida espiritual, mas não convertido ao Bem, poderá causar-lhe dissabores.



No livro Missionários da Luz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, o Espírito André Luiz reporta-se a um episódio dessa natureza:



O autor e um companheiro foram à casa de certo homem, Vieira, que faltara a uma reunião na espiritualidade. Desejavam saber o que o impedira. O sono é breve viagem ao mundo dos mortos. Enquanto o corpo dorme, refazendo energias, transitamos pelas plagas do Além. São ensaios para a transferência definitiva, quando a senhora da foice nos convocar.



Os dois tarefeiros o encontraram em situação difícil.



Afastado do corpo em repouso no leito, Vieira quedava-se apavorado ante a presença de um Espírito que o ameaçava. O indesejável visitante explicou que durante o jantar, conversando com familiares, o dono da casa tecera considerações desairosas à sua pessoa. Ele captara as vibrações negativas da crítica e viera tirar satisfações.



Vieira tremia, descontrolado, incapaz de uma reação. Induzido por André Luiz e seu companheiro, despertou assustado, banhado em suor. Guardava a impressão de que estivera com o dito-cujo. Mas, sem autocrítica, não percebeu que ele viera cobrar-lhe a leviandade. Definiu a experiência como um pesadelo, que atribuiu a problema digestivo ou algo semelhante, sem perceber que nas fofocas contra o “morto” estava a origem de seu problema.



Chilon tem razão.

A piedade recomenda que oremos pelos mortos.

Manda a prudência:



Não falemos mal deles!



Richard Simonetti.

Do livro Luzes no Caminho.